Infarmed acolhe primeira bolseira de doutoramento da FCT em contexto não académico 228

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) acolhe a primeira bolseira de Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) em contexto não académico para doutoramento em Farmácia.

Margarida Perdigão está a desenvolver um projeto de investigação em Farmacovigilância, que, segundo relata o regulador, hoje, no seu portal, estrutura-se em quatro fases e tem como objetivo central identificar e implementar intervenções eficazes para capacitar os cidadãos a notificar suspeitas de RAM. 

A primeira fase consistiu numa revisão sistemática, premiada no Dia da Farmacovigilância 2025, e que analisou intervenções destinadas a capacitar cidadãos para a notificação de RAM. Dos 15 estudos incluídos, a maioria demonstrou aumento das notificações após a intervenção, sobretudo em abordagens educativas, tecnológicas e de sensibilização, muitas delas lideradas por farmacêuticos.

Atualmente, a investigadora encontra-se a desenvolver um estudo transversal multinacional junto de Autoridades Nacionais Competentes da Rede Europeia de Regulamentação dos Medicamentos responsáveis pela Farmacovigilância e Associações de Pessoas com Doença (APD), bem como a preparar um estudo observacional na região de Évora. Entre os principais desafios identificados está a subnotificação por parte dos cidadãos.

A investigadora

Margarida Perdigão é mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade do Algarve, com pós-graduação em Ciclos de Vida do Medicamento e do Dispositivo Médico pela Universidade de Évora, iniciou em 2024 o Doutoramento em Farmácia na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, após um percurso profissional ligado à farmacovigilância regional.

“É uma honra enorme e uma grande responsabilidade ser a primeira bolseira de doutoramento da FCT, em contexto não académico, com a instituição de acolhimento Infarmed”, afirma a investigadora, citada pelo portal da autoridade reguladora, sublinhando que esta oportunidade permite “aproximar a investigação académica da realidade regulatória e do seu impacto direto na saúde pública e individual”.