Helder Mota Filipe: Farmacêuticos apontam salários e progressão de carreira como os pontos a melhorar na profissão 208

No passado dia 6 de janeiro, a Lista “Ser Farmacêutico” candidata às eleições da Ordem dos Farmacêuticos, realizou o live da Juventude Farmacêutica. Nesta sessão, que contou com a participação do candidato a bastonário, Helder Mota Filipe, bem como a mandatária para a Juventude, Marta Viegas Almeida, a vice-presidente da APJF Regina Dias, o presidente da APEF, Bruno Alves, e o membro do Conselho Nacional da Juventude, Lucas Chambel, foi exibido o resultado do inquérito “Juventude Farmacêutica na Farmácia Comunitária”, que em apenas 5 dias de divulgação arrecadou cerca de uma centena de respostas.

O inquérito, anónimo, tinha como público-alvo jovens farmacêuticos comunitários até aos 35 anos e averiguava realizar uma análise de situação global quanto à atividade em questão.

Questionados sobre se pretendem permanecer em Farmácia Comunitária, 48,9% dos inquiridos responderam afirmativamente, 7,8% pretendem ficar nesta área entre 1-5 anos e 2,2% respondeu que é uma área que pretendem conhecer. Já 41,1% respondeu que pretende mudar.

A maioria dos inquiridos indica ter trabalhado só numa farmácia (35,6%), logo seguidos de quem trabalhou em duas farmácias (34,4%). A distância aumenta para quem trabalhou em três (17,8%), em 4-5 (10,0%) e mais de 5 (2,2%).

Sobre se a Ordem dos Farmacêuticos (OF) tem contribuído para o desempenho do Farmacêutico Comunitário, a resposta foi taxativa, com 83,3% dos inquiridos a responder não, contra os 5,6% do sim, e com 11,1% a indicar por vezes.

Quanto aos aspetos a melhorar na Farmácia Comunitária, 88,9% dos inquiridos referiu o salário, seguindo-se a progressão na carreira (87,8%). Em terceiro lugar aparece os horários de trabalho (73,3%), seguido da formação especializada e da contribuição para a saúde pública, ambos com 53,3%.

Questionados sobre se a Ordem dos Farmacêuticos tem contribuído suficientemente para o desempenho do farmacêutico comunitário, 83,3% respondeu negativamente, 11,1% respondeu “por vezes” e 5,6% respondeu positivamente.

De acordo com a nota, os resultados evidenciam que a juventude farmacêutica continua a eleger a Farmácia Comunitária como a sua área de eleição, contudo, o desânimo também está instalado. As realidades são muito díspares, não havendo uma padronização do exercício profissional ou das condições dignas dos farmacêuticos comunitários, facto que leva os jovens a mudarem algumas de vezes de farmácia em busca de um futuro melhor ou até a vontade de mudar de área de atuação. Ainda assim, a esperança permanece pelos bons exemplos que existem e pelas palavras positivas e de alento, salientando que as mais expressadas neste inquérito foram: contacto, proximidade e utente e que são lema e foco da Juventude Farmacêutica.

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