Genéricos com quota de mercado de 48,2% 0 569

O número de medicamentos genéricos no mercado português atingiu um novo recorde no primeiro trimestre de 2018, atingindo uma quota de mercado de 48,2%. É a primeira vez que a os 48% são ultrapassados, representando uma subida de 1,2% relativamente ao mesmo trimestre do ano passado, segundo dados do INFARMED.

A Entidade que regula o setor dos medicamentos em Portugal justifica este crescimento do recurso a genéricos pela maior sensibilização para a utilização destes medicamentos, com a mesma eficácia, segurança e qualidade que os medicamentos originais.

Como notícia veiculada pelo “Diário de Notícias” e de acordo com o INFARMED, no grupo de medicamentos que têm genéricos comercializados nas farmácias, a quota chega aos 64%, o que significa que dois em cada três medicamentos dispensados são genéricos.

Algumas medidas influenciaram estes resultados, como o caso do incentivo de 35 cêntimos que o Estado paga às farmácias por cada embalagem de genéricos dispensada, refere a fonte. O INFARMED realça que os profissionais de saúde e as farmácias tiveram um contributo grande para os resultados, dando acesso aos tratamentos mais adequados e com a máxima poupança para os utentes e para o SNS.

Nos primeiros três meses de 2019, foram aprovados 52 medicamentos genéricos, dos quais 15 de utilização em meio hospitalar, relativos a 35 substâncias ativas distintas.

Segundo informações da autoridade nacional do medicamento, houve medicamentos cuja entrada no mercado teve impacto considerável nas contas da saúde nacional. É dado exemplo da introdução no mercado comparticipado do SNS do genérico da rosuvastatina, que gerou uma redução da despesa de 1,3 milhões de euros para o SNS e de 1,4 milhões de euros para o utente no primeiro trimestre de 2018, face ao período homólogo. Deste medicamento foram dispensadas mais 19 mil embalagens (uma subida de 7,5%), que superou 50% no mês de março. O preço por embalagem desceu 30% (menos 12,83 euros) face ao mesmo período.

O INFARMED informa que está atualmente a reportar dados de quota de mercado com base nas doses diárias estabelecidas (doses diárias habituais por adulto), à semelhança do que os países da OCDE utilizam. Com esta métrica, a quota atinge 53,1% no primeiro trimestre (o que representa mais um ponto percentual face a 2017).

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