GE HealthCare instala TAC de última geração no INML, que leva imagiologia forense para a era do Deep Learning 16

Os centros do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) no Porto, Coimbra e Lisboa passam a contar com uma tecnologia de imagiologia forense de última geração, com capacidades de Deep Learning e automação avançada, capaz de revelar pistas invisíveis ao olho humano e elevar a investigação médico‑legal a um novo nível de precisão.

Tratam-se de três sistemas de Tomografia Computorizada (TAC) da GE HealthCare, que cada um dos três centros do INML vão poder usar, num reforço das capacidades de diagnóstico médico-legal em todo o País. “Equipar estes três centros com este equipamento significa colocar ao serviço da justiça portuguesa uma tecnologia de imagiologia de topo, com ferramentas de Inteligência Artificial que permitem obter imagens de qualidade excecional, garantindo maior rigor e objetividade nos processos médico-legais”, afirma Rui Costa, Diretor-Geral da GE HealthCare em Portugal.

A Tomografia Computorizada é uma ferramenta fundamental na imagiologia forense. No contexto médico-legal, o exame de TAC permite identificar possíveis causas de morte, mesmo quando não existem sinais externos evidentes e avaliar os órgãos afetados e toda a anatomia envolvente.

Torna possível documentar lesões de forma objetiva, produzindo registos imagiológicos com valor probatório, e complementar ou, em determinados casos, substituir parcialmente a autópsia tradicional, preservando a integridade do corpo. Ao mesmo tempo, torna possível a localização de corpos estranhos com precisão milimétrica e contribui para esclarecer causas de morte.

Resposta aos desafios atuais

Este equipamento da GE HealthCare foi concebido para responder diretamente aos desafios da imagiologia forense. A integração de Deep Learning e automação avançada traduz-se em ganhos concretos na qualidade e na fiabilidade dos exames.

Não só permite uma melhor qualidade de imagem e, por consequência, uma maior acuidade no diagnóstico, como ajuda ainda a despistar diferentes causas de morte, o que é particularmente importante quando se trata de esclarecer casos de diagnóstico difícil.

Este tipo de equipamento revela lesões “ocultas”, que não são visíveis externamente, nem detetáveis na autópsia convencional; ajuda a distinguir entre causas de morte naturais e traumáticas, reduzindo a margem de erro; permite reconstruir a dinâmica do evento; esclarece casos com decomposição avançada, onde o exame externo é insuficiente; orienta a autópsia e evita erros de interpretação, tornando o processo mais eficiente.

A resolução do sistema possibilita ainda a identificação de alterações que, até agora, poderiam não ser detetadas pelos métodos tradicionais. Para o quotidiano dos peritos do INML, isto vai traduzir-se numa maior rapidez e objetividade das autópsias, num menor risco de perder lesões relevantes para a investigação e numa maior confiança diagnóstica e segurança.