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FDA aprova “pâncreas artificial híbrido” que vai facilitar a vida dos diabéticos

03 de Outubro de 2016

A Food and Drug Administration (FDA) aprovou um dispositivo, conhecido como “pâncreas artificial híbrido”, que monitoriza automaticamente a glicose e fornece doses apropriadas de insulina em indivíduos com mais de 14 anos que sofram de diabetes tipo 1.

«Este é o primeiro tipo de tecnologia que proporciona às pessoas com diabetes tipo 1 maior liberdade para viverem as suas vidas sem terem de forma consistente e manual de monitorizar os seus níveis de glicose basais e administrar insulina», destacou Jeffrey Shuren, diretor do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica da FDA.

Este sistema foi desenvolvido para ajudar a controlar a doença, com menos intervenção do doente. Para isso, mede os níveis de glicose a cada cinco minutos, administrando automaticamente a insulina. «O pâncreas artificial é uma bomba difusora mais sofisticada, que tem a possibilidade de automatizar grande parte da administração de insulina, sem intervenção do doente. Por um lado, liberta o doente de uma série de constrangimentos e, por outro, controla melhor a diabetes tipo 1», explicou ao “DN” Francisco Carrilho, presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

De acordo com o também diretor do serviço de endocrinologia e diabetes do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, estamos a falar de um sistema híbrido, que ainda «não é completamente automático». «É um avanço muito importante no tratamento da diabetes, mas ainda não permite uma total automatização na administração da insulina». Durante a noite, esclarece o especialista, o dispositivo é completamente automático, mas, durante o dia, o doente tem de introduzir algumas variáveis, relacionadas com os alimentos que ingere, para que «a máquina calcule a quantidade de insulina a injetar».

Após a aprovação do pâncreas artificial híbrido nos EUA, o passo seguinte deverá ser a aprovação pela Agência Europeia de Medicamentos.

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