Farmácias dedicam 12 horas por semana à gestão das ruturas 188

O Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU) divulgou o mais recente relatório sobre a escassez de medicamentos em 2025  (PGEU Medicine Shortages Report 2025), onde apresenta os resultados do inquérito anual realizado junto de organizações de farmácias comunitárias em toda a Europa.

A escassez de medicamentos continua a ser um desafio estrutural e sistémico. De acordo com o apurado, em 96% dos países as ruturas persistem, frequentemente em níveis elevados e sustentados, tendo sido reportados mais de 600 medicamentos em rutura em mais de um terço dos países.

Insulinas, agonistas do recetor GLP-1, antibióticos e medicamentos para doenças cardiovasculares, oncológicas e do sistema nervoso estão entre as terapêuticas clinicamente críticas cada vez mais afetadas.

Farmacêuticos europeus debatem soluções para a escassez de medicamentos

O relatório concluiu ainda que as farmácias comunitárias dedicam, em média, 12 horas por semana à gestão das ruturas, que continuam a ser geridas de forma reativa, em vez de serem prevenidas de forma proativa.

Perante esta realidade, o documento destaca a necessidade urgente de soluções coordenadas e orientadas para o futuro, que reforcem a resiliência da cadeia de abastecimento farmacêutica na Europa e garantam o acesso dos doentes a medicamentos essenciais.

O inquérito foi realizado entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026, tendo sido recolhidas respostas de 27 países da União Europeia e da European Free Trade Association (EFTA).