Uma farmácia provisória deverá começar a funcionar hoje em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, depois de as duas existentes na cidade terem fechado devido aos danos provocados pelas cheias, revelou a presidente do município.
A autarca de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, explicou à agência Lusa que a farmácia provisória da Santa Casa da Misericórdia local vai funcionar num edifício localizado numa zona alta da cidade alentejana.
“É um local provisório, só para podermos dar resposta à população, porque as duas farmácias que tínhamos ficaram inundadas e as mais próximas ficam no Torrão”, neste concelho, em Águas de Moura, no concelho de Palmela, ou em Grândola, disse.
Clarisse Campos salientou que tem sido o município, em articulação com o centro de saúde, a ir a estas farmácias “levantar os medicamentos com as receitas” e a entregar os fármacos aos utentes.
“A câmara municipal tem estado a fazer esse serviço praticamente para todas as pessoas, não só para aquelas que não se podem deslocar”, frisou.
Farmácias de Alcácer do Sal encerradas, alternativas ficam em Grândola
Assinalando que a abertura desta farmácia provisória “estava pendente no Infarmed”, a autarca revelou ter pedido à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante a visita que esta efetuou a Alcácer do Sal, para que o processo fosse agilizado.
“É fundamental que haja uma certa normalidade também no acesso aos medicamentos”, acrescentou.
Situadas na zona ribeirinha de Alcácer do Sal, as duas farmácias estão encerradas há cerca de uma semana, depois de terem ficado com danos na sequência das cheias que estão a assolar a cidade.
Esta manhã, a Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, voltou a ficar inundada devido à subida do caudal do rio Sado.
Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque “o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens” devido à chuva.
Em resumo
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.




