Farmacêuticos mais preparados no acompanhamento ao doente oncológico 114

No Dia Mundial do Cancro, assinalado a 04 de fevereiro, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) reafirma o seu compromisso com a qualificação dos farmacêuticos e com a valorização do seu contributo em diferentes áreas da saúde.  

Até à data, a OF já atribuiu Competência Farmacêutica em Oncologia a 73 farmacêuticos, 15 dos quais são farmacêuticos comunitários e 58 hospitalares. A próxima fase de candidaturas à Competência terá início a 02 de março. 

Em comunicado, a instituição sublinha que “a crescente complexidade da doença oncológica, impulsionada pela inovação terapêutica e pela medicina de precisão, exige profissionais altamente diferenciados”.

Neste sentido, explica que, num país com uma população progressivamente mais envelhecida e uma crescente carga da doença oncológica, “o cancro assume-se como uma prioridade estrutural de saúde pública, exigindo respostas cada vez mais qualificadas e integradas. Por outro lado, o rápido desenvolvimento técnico-científico da área oncológica, marcado pela inovação terapêutica, pela medicina de precisão, pela integração de biomarcadores no diagnóstico e pela crescente complexidade da gestão clínica, exige que a atividade farmacêutica tenha conhecimentos atualizados e altamente diferenciados, garantindo uma elevada qualidade da intervenção farmacêutica”.

Diferenciação aumenta ganhos em saúde 

A Competência Farmacêutica em Oncologia reconhece a capacidade do farmacêutico para otimizar os resultados em saúde do doente oncológico, em articulação com os vários níveis de cuidados e em estreita colaboração com equipas multidisciplinares.

Esta diferenciação “aumenta os ganhos em saúde, através de um acompanhamento contínuo e mais especializado do doente e dos seus cuidadores, mas também da promoção da adesão à terapêutica, da monitorização da efetividade e segurança dos medicamentos e da literacia em saúde”, refere a OF.

Os farmacêuticos com esta competência serão determinantes para a educação, prevenção, rastreio, monitorização e acompanhamento farmacêutico dos doentes oncológicos, garantindo maior segurança, eficácia e personalização dos cuidados”, sublinha, no comunicado citado, Helder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos.

Além da intervenção direta junto do doente, a Competência Farmacêutica em Oncologia reconhece também a capacidade do farmacêutico para participar na tomada de decisões clínicas, analisar opções terapêuticas e contribuir para a elaboração de protocolos mais custo-efetivos, promovendo uma utilização racional e sustentável dos medicamentos oncológicos. O envolvimento destes profissionais na investigação clínica e na monitorização digital das terapêuticas é igualmente um fator diferenciador.