Farmacêutica Alnylam reforça “compromisso com Portugal” através de ensaios clínicos 223

A biofarmacêutica Alnylam, que há dois anos viu aprovado o primeiro medicamento em Portugal, no âmbito da “doença do pezinho”, pretende “fortalecer a presença no país em termos de investigação científica” através de ensaios clínicos, explica o diretor-geral em entrevista ao ECO.

Francisco Nunes destaca que esta é “uma área essencial para o desenvolvimento das terapêuticas”, com a Alnylam a dedicar-se à investigação para fazer chegar moléculas inovadoras ao mercado. “Nós, equipa local, estamos a tentar junto da casa-mãe reforçar o compromisso com Portugal, [para] podermos ser um dos países que contam. Já participámos em cinco ensaios clínicos – quatro deles ainda estão a decorrer – e está tudo a correr bem. A empresa sente que pode confiar e que pode apostar” no país, continua o responsável.

Com mais de 50 doentes envolvidos, Francisco Nunes lembra que os primeiros ensaios começaram em 2013 para a Paramiloidose Familiar, uma vez que Portugal representa 2 000 dos 10 000 casos registados a nível europeu. As investigações contaram com a colaboração dos Centros Hospitalares Universitários (CHU) do Porto e de Lisboa Norte, estando o hospital de Guimarães a ser contemplado, revela.

Em 2021, foram apresentados ao Infarmed 175 pedidos de ensaios clínicos, sendo que 144 foram autorizados, o que coloca Portugal no 17º lugar entre os países da União Europeia. No primeiro trimestre deste ano , 81% dos pedidos foram aceites pela autoridade do medicamento – 39 num universo de 48 pedidos – com um tempo médio de decisão de cerca de 44 dias úteis. A indústria farmacêutica é detentora da maioria destas iniciativas, ao utilizar estes ensaios clínicos para fins comerciais. Em sentido contrário denota-se uma diminuição do peso relativo a ensaios académicos, promovidos por estabelecimentos de ensino e investigação.

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