Eurodeputado visita OCP Portugal e destaca trabalho da UE no combate à escassez de medicamentos 234

O eurodeputado português Sérgio Humberto, do Partido Popular Europeu, visitou esta segunda-feira (05) as instalações da OCP Portugal, na Maia, a convite da ADIFA- Associação de Distribuidores Farmacêuticos, tendo sido recebido por Nuno Flora, presidente executivo da ADIFA, e por Rui Carrington, CEO da OCP Portugal e membro da Direção da associação.

Eurodeputado Sérgio Humberto visita OCP Portugal

 

Durante a visita, que teve como finalidade dar a conhecer a realidade e os desafios do setor da distribuição farmacêutica, o eurodeputado teve oportunidade de conhecer em detalhe a operação logística da OCP Portugal, bem como os processos que garantem o abastecimento contínuo, seguro e atempado de medicamentos e produtos de saúde às farmácias em todo o território nacional.

Ao Jornal da Maia, Sérgio Humberto referiu que “depois de visitar esta fábrica saio com uma noção completamente diferente daquilo que é distribuição (…) eu vivo aqui bem perto e não tinha noção de que tínhamos uma empresa com esta dimensão de eficiência, de tecnologia, de assertividade, e que é um exemplo em termos europeus”.

A visita decorreu no contexto do recém-anunciado acordo entre o Conselho e o Parlamento Europeu para a reforma da legislação farmacêutica da União Europeia, que deverá ser transposta e implementada entre 2026 e 2028.

Um dos eixos centrais da reforma é a prevenção da escassez de medicamentos. Questionado sobre o papel da União Europeia no combate a esta escassez, Sérgio Humberto revelou que “a União Europeia está a trabalhar nisso. Naquilo que são os princípios ativos, começamos a ser mais autossuficientes; a União Europeia tem que obrigatoriamente reduzir a carga administrativa e receber informação da ADIFA e, através do Groupement International de la Répartition Pharmaceutique (GIRP), tomar medidas e iniciativas que nos ajudem”.

Necessidades e dificuldades

Os representantes do setor, numa reunião realizada com o eurodeputado, tiveram a oportunidade de apresentar as principais necessidades e dificuldades da distribuição farmacêutica.

É muito importante que os políticos, quem regula e quem legisla perceba o chão de fábrica e o que acontece no terreno. E é esta proximidade que conseguimos encontrar com o eurodeputado Sérgio Humberto, que se diferencia e que nem sempre é fácil, mas penso que será o futuro”, indicou Rui Carrington.

Em entrevista ao Jornal da Maia, Nuno Flora identificou os principais desafios do setor. “Em primeiro lugar, a garantia da sustentabilidade económica ou financeira; em segundo lugar, os desafios tecnológicos da transformação digital; e, por último, a sustentabilidade ambiental”.

Segundo o presidente executivo da ADIFA, o setor prepara-se para novas regulamentações, apostando na eficiência energética, na maior autonomia operacional e na redução da pegada ambiental.