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Estudo: Consumo de canábis e esquizofrenia têm relação genética

 

 

06 de setembro de 2018

A base genética que predispõe ao consumo de canábis é comum em 24% à da esquizofrenia, segundo um estudo internacional, publicado na revista científica “Nature Neuroscience”. O estudo, que analisou 184 mil pacientes, confirmou a relação que existe entre o consumo da canábis e patologias mentais como a esquizofrenia.

Esta investigação, em que participaram especialistas do Hospital Vall d’Hebron de Barcelona, revelou 16 novas regiões genéticas que predispõem ao consumo de canábis ao longo da vida. Até ao momento, só eram conhecidas duas regiões.

O risco de consumo desta substância «duplica ou triplica» nos pacientes com esquizofrenia, segundo declarações de Josep Antoni, chefe de serviço de Psiquiatria daquela unidade hospitalar, a que a agência “Lusa” teve acesso.

Este estudo permite ainda «desestigmatizar um pouco as drogodependências», uma vez que, de acordo com os investigadores, predomina a ideia que o consumo de canábis depende unicamente da vontade individual.

Ficou ainda comprovado neste estudo uma correlação genética entre a disposição para o consumo de canábis, álcool e tabaco e o transtorno do défice de atenção com hiperactividade.

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