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Especialistas alertam para o uso de cigarros eletrónicos

07 de Janeiro de 2015

Apesar das dúvidas quanto aos malefícios dos cigarros eletrónicos, os especialistas alertam para a existência de vários riscos para a saúde associados à utilização dos mesmos.

«De acordo com os estudos que existem tudo indica que esses cigarros também podem provocar cancro, pois contêm substâncias carcinogénicas», alertou Lurdes Barradas, diretora do Serviço de Pneumologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, sublinhando que é já certo que estes produtos provocam pneumonias lipoides, que resultam de inalações profundas: «Já houve dois casos documentados no mundo».

Segundo o jornal “SOL”, também o médico Manuel António da Silva, responsável deste IPO, disse que as substâncias já detetadas nestes cigarros «provocam alterações celulares graves que podem originar cancro».

Perante este cenário de incertezas, Ricardo da Luz, da direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia, considera crucial que os portugueses sejam prudentes e não utilizem estes aparelhos. «Neste momento há muitas dúvidas e elas são suficientemente fortes para não se recomendar estes cigarros electrónicos como forma de deixar de fumar», disse, sublinhando que os inúmeros estudos divulgados sobre estes produtos, que surgiram em 2003, «são muito precoces porque ainda não houve tempo de utilização suficiente para se avaliar os efeitos da toxicidade a longo prazo».

No último ano, foram publicados artigos científicos sobre estes produtos que têm cada vez mais adeptos pelo mundo – estimando-se que já 100 mil portugueses os utilizem como alternativa ao tabaco.

Em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tinha decidido tomar uma posição devido à confusão instalada e ao aumento do número de utilizadores, recomendando cautelas no uso destes cigarros por puderem ser perigosos. Uma recomendação que foi logo criticada por um grupo de médicos britânicos – da University College London – que a consideram «alarmista».

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