Empréstimo de medicamentos entre hospitais é habitual nos primeiros meses do ano 104

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse hoje que os empréstimos de medicamentos entre hospitais são habituais nos primeiros meses do ano e rejeitou que possa haver risco de rotura de stock.

“No início do ano, no primeiro trimestre do ano, habitualmente, todas as unidades locais de saúde, e especificamente os hospitais, têm algumas dificuldades nos concursos que são feitos centralmente e, às vezes, têm que fazer processos de ajuste direto. O início do ano é sempre um início difícil, em que há os chamados empréstimos de medicamentos entre hospitais”, disse Ana Paula Martins durante uma visita às obras do futuro Parque de Saúde e Bem-Estar da Maia, um projeto que une a Câmara Municipal local e a Unidade Local de Saúde São João, no Porto.

“Não é este ano que isto está a acontecer. Todos os anos (…) estes empréstimos acontecem entre hospitais. Diria que muitas das vezes é um sinal de que estamos a trabalhar em rede, mas é acima de tudo um sinal de que estamos a ser muito ponderados (…), enquanto as aquisições não vêm por via de concursos centrais, com os recursos dos portugueses, com o dinheiro dos contribuintes”, disse Ana Paula Martins.

A RTP noticiou na sexta-feira que desde janeiro faltam medicamentos em alguns hospitais de Lisboa, levando a que estejam a ser pedidos a outros hospitais do Porto, Faro ou Évora para garantirem o tratamento de doentes.

Questionada sobre se há risco de estes empréstimos não serem suficientes, Ana Paula Martins respondeu, citada pela Lusa: “não creio que haja esse risco”.

“Queria deixar esta mensagem muito clara: Os doentes em Portugal não estão sem os medicamentos que necessitam relativamente à questão dos empréstimos, é algo que faz parte do nosso dia-a-dia há muitos anos. Quando um hospital não tem, pede emprestado a outro hospital e depois devolve de acordo com as boas práticas de distribuição”, concluiu a ministra.