Empresários da ilha Terceira reclamam dívida de 6,5 ME ao Serviço Regional de Saúde 248

Empresários da ilha Terceira reclamam dívida de 6,5 ME ao Serviço Regional de Saúde

24-Fev-2014

As dívidas do Serviço Regional de Saúde dos Açores a fornecedores na ilha Terceira ultrapassam os 6,5 milhões de euros, denunciou a Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH).

«No final do ano 2013, a dívida acumulada a empresas diretamente relacionadas com a saúde, como laboratórios, clínicas, armazenistas farmacêuticos, centros de fisioterapia, ascendia a 4 milhões e 500 mil euros. Além deste valor, outras empresas prestadoras de serviços ao Serviço Regional de Saúde acumulavam dívidas superiores a 2 milhões de euros», adiantou a CCAH, numa nota de imprensa.

O comunicado surgiu na sequência de uma reunião, esta semana, com o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, em que os empresários defenderam a alteração do atual modelo de gestão.

Para a CCAH, os montantes em dívida são «incomportáveis» para as tesourarias das empresas, que «têm a capacidade de endividamento junto da banca esgotada e sérias dificuldades em manter o nível de emprego».

Os empresários alertam que as dívidas vão ter «influência negativa» na prestação de serviços e «vão começar a traduzir-se na ausência de stocks de medicamentos com consequências diretas na prestação de cuidados de saúde».

Segundo a “Lusa”, a CCAH salienta ainda que vai apresentar uma proposta para a revisão do novo regime de convenções, alegando que em janeiro laboratórios de análises, clínicas e centros de fisioterapia receberam ofícios a suspender os protocolos que tinham com o Serviço Regional de Saúde (SRS). «Apesar das garantias pelo secretário regional da Saúde de que iria dar início a um processo de reuniões para discutir novos protolocos, as empresas que foram incentivadas a investir e desenvolver infraestruturas, que são essenciais para o normal funcionamento do SRS, estão apreensivas acerca do seu futuro, visto que, repentinamente viram as convenções suspensas, muitas sem conseguirem amortizar o valor do investimento estimulado pelo Governo Regional», frisa a CCAH.

O secretário regional da Saúde já tinha admitido hoje a injeção de novas verbas para «ir corrigindo algumas situações» no SRS, à margem de uma reunião com o conselho de administração do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.

«Há um historial que tem que ser resolvido. No ano passado, conseguimos fazer uma injeção de cerca de 30 milhões de euros no SRS para o pagamento de dívidas. Esperemos que este ano também o possamos fazer para ir corrigindo algumas situações», disse Luís Cabral, em declarações aos jornalistas.

O secretário reiterou ainda que está a ser feita «uma revisão» do sistema de convenções com os privados de modo a torná-lo «mais ágil e mais eficaz», acrescentando que a região pretende «utilizar a mesma tabela que está em vigor no Serviço Nacional de Saúde para o pagamento dos exames».

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