EFPIA: Acordo UE–Mercosul fica aquém em matéria de inovação farmacêutica 126

A diretora-geral da Federação Europeia de Associações e Indústrias Farmacêutica (EFPIA), Nathalie Moll, acredita que embora o Acordo de Comércio Livre (ACL) entre a União Europeia (UE) e o Mercosul “inclua alguns progressos para o setor farmacêutico inovador, nomeadamente através de reduções tarifárias parciais, poderia ter ido mais longe na concretização do nível de ambição necessário para apoiar plenamente a inovação”.

Numa nota publicada, na terça-feira (20), no site da federação, a responsável sublinha que a conclusão do ACL entre a UE e o Mercosul é “um passo em frente no reforço das relações comerciais”, assim como “destaca uma oportunidade para a UE reforçar ainda mais a sua competitividade no domínio das ciências da vida e a resiliência em matéria de saúde através de uma maior diversificação do mercado em futuros ACL. Isto ajudará a região a manter-se competitiva e resiliente nos próximos anos”.

Porém, no que toca ao setor farmacêutico, além de achar que o acordo poderia ter ido mais longe, como já referido, Nathalie Moll acrescenta que, “os ACL da UE devem ter como objetivo incluir disposições fundamentais em matéria de proteção da propriedade intelectual — tais como a proteção regulamentar dos dados e os certificados complementares de proteção — e um acesso significativo aos contratos públicos”.