DGS publica norma sobre terapêutica farmacológica para a covid-19 1640

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma norma em que define as regras para o tratamento da covid-19 com medicamentos direcionados às “várias fases da doença (ligeira, moderada e grave), mesmo que ainda tenham uma disponibilidade limitada e não constituindo uma “alternativa à vacinação”.

Assim, são necessárias “boas práticas que assegurem a equidade no acesso a estas terapêuticas e a adequação e segurança da prestação de cuidados de saúde” e, ainda, identificar os doentes que mais benefícios poderão tirar de cada tipo e opção de tratamento.

Segundo a DGS e a nova norma, a maioria das pessoas tem infeção com poucos sintomas, mas “contudo, alguns grupos de pessoas com doença ligeira a moderada, mesmo que se mantenham em autocuidados em ambulatório ou que estejam internadas por outros motivos, ainda permanecem vulneráveis à progressão para doença grave, justificando uma intervenção atempada (com terapêutica antiviral) de modo a prevenir a evolução da doença”.

Por outro lado, quem desenvolve doença moderada até grave, com necessidade de oxigenoterapia ou, inclusivamente, pessoas com doença crítica e que precisem de suporte ventilatório, “necessitam de outro tipo de terapêuticas com um racional adequado à fase hiperinflamatória em que se encontram”.

Há então uma avaliação individualizada que depende da prescrição do tratamento, da fase da infeção, gravidade e risco de progressão.

Para a doença ligeira a moderada, a norma identifica os grupos de doentes que mais beneficiam com os medicamentos que se revelaram eficazes, de acordo com os dados disponíveis até ao momento.

Assim, numa primeira fase, perante a disponibilidade ainda reduzida destes medicamentos, são elegíveis para tratamento com antivirais as pessoas com doença ligeira a moderada confirmada laboratorialmente, que ainda tenham fatores de risco clínico de progressão para doença grave e se encontrem nos primeiros cinco dias de sintomas. São consideradas em risco clínico de progressão para doença grave as pessoas com imunodepressão grave, mesmo que estejam vacinadas, e as que, não tendo esquema vacinal primário completo, tenham idade avançada ou algumas doenças definidas pela DGS.

A prescrição e utilização dos anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 decorrem apenas em contexto hospitalar, sendo que a administração será feita preferencialmente em Hospital de Dia, em local supervisionado por médico e enfermeiro, com formação e treino em suporte avançado de vida, devendo estar disponível o equipamento e material de emergência, explica a Lusa.

Atendendo à disponibilidade destes medicamentos e à situação epidemiológica, nomeadamente no que respeita às variantes em circulação do coronavírus, esta norma será sempre atualizada em consonância, avança ainda a DGS.

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