Covid-19: OMS recorre ao alfabeto grego para designar variantes do novo coronavírus 511

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai adotar letras do alfabeto grego para designar as variantes do novo coronavírus SARS-CoV-2, evitando a nomeação “estigmatizante e discriminatória” pelo local onde foram detetadas.

Para isso, reuniu um grupo de especialistas, nomeadamente em nomenclatura e taxonomia de vírus, para adotar designações “simples e fáceis de dizer e memorizar”.

De acordo com a nova tabela da OMS, a variante B.1.1.7, detetada pela primeira vez no Reino Unido, foi batizada Alpha, a B.1.351, com origem na África do Sul, passou a chamar-se Beta e a P.1, identificada no Brasil, Gamma. As sublinhagens B.1.617.1 e B.1.617.2 da variante B.1.617, com origem na Índia, foram designadas Kappa e Delta, respetivamente.

A Kappa tem mais cinco variantes: a B.1.427/B.1.429 e a B.1.526, ambas identificadas pela primeira vez nos Estados Unidos, que passaram a designar-se Epsilon e Iota, respetivamente; a P.2, com origem no Brasil, que foi chamada de Zeta; a P.3, detetada nas Filipinas, nomeada Theta, e a B.1.525, de diversos países, que é agora Eta.

Estas estirpes do SARS-CoV-2 agora designadas Alpha, Beta, Gama e Delta são as que a OMS considera como uma “preocupação”, por estarem associadas a uma ou mais de três condições: aumento da transmissibilidade, aumento da virulência ou diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública, diagnósticos, vacinas ou medicamentos disponíveis.

Já a variante Kappa foi classificada pela OMS como de “interesse”, por estar associada a múltiplos casos ou a transmissão comunitária ou em vários países.

A OMS apela a que as autoridades de cada país adotem as novas designações.

Contudo, indica que os novos nomes das variantes não substituem os nomes científicos, que continuarão a ser usados no contexto de trabalho científico.

O comunicado da OMS refere que estes novos nomes foram escolhidos após “uma ampla consulta e revisão de muitos sistemas de nomenclatura”, e tem como intuito “simplificar as comunicações públicas” e evitar designar as variantes do SARS-CoV-2 pelos locais onde foram identificadas pela primeira vez, “o que é estigmatizante e discriminatório”.

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