Covid-19: Máscaras sociais com certificação falsa 18101

Grande parte das empresas que vendem máscaras reutilizáveis nunca pediu certificação ao Centro Tecnológico das Indústrias do Têxtil e do Vestuário (Citeve), único centro com protocolo com a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) e a Direção Geral da Saúde (DGS) para certificar a qualidade destes equipamentos de proteção individual.

A noticia é avançada pelo “Jornal de Notícias” que falou com o Citeve sobre esta questão.

O Citeve indica que muitas das máscaras sociais colocadas à venda para combater a pandemia de covid-19 “podem não cumprir parâmetros fundamentais para que a proteção possa acontecer”, uma vez que não foram testadas.

“Não há nenhuma máscara certificada que resista a 25 lavagens, muito menos a 50 e ainda menos a 90”, afirmou o diretor-geral do Citeve, Braz Costa, ao JN.

A “Rádio Observador” já tinha feito uma noticia sobre o processo de certificação das empresas de têxteis que estão a produzir máscaras sociais reutilizáveis. Segundo este órgão de comunicação, a certificação começou a semana passada e o Citeve já se tinha visto obrigado a fazer dois turnos de trabalho para dar conta de tantos pedidos.

No portal do Citeve, o número de empresas certificadas, e a iniciar a produção, ultrapassa as dezenas, pois segundo Braz Costa “há agora uma grande pressão da indústria no sentido da produção de máscaras comunitárias”.

Segundo a Citeve, são vários os requisitos para a certificação das máscaras sociais reutilizáveis de nível 3, que são as direcionadas para a população em geral e com uma capacidade de retenção de partículas no mínimo de 70%. As máscaras profissionais de nível 1 e 2 têm uma capacidade de filtragem mínima de 90% e são destinadas a serem usadas por profissionais.

Para além dos materiais que podem ser utilizados, um dos fatores decisivos está relacionado com o número de lavagens a que cada máscara tem de resistir para ser certificada, sendo que cinco lavagens é o número mínimo.

Para isso, foi criado um selo que permite ao consumidor obter a informação da vida útil da máscara antes de a comprar.

“Uma máscara reutilizável tem de ser testada na fase inicial mas também depois do número de lavagens para que foi desenvolvida. Cada máscara vai resistir a um determinado número de lavagens. Foi por isso que criámos um selo com a indicação do número de lavagens que aquela máscara resiste”, indicou Braz Costa, à “Rádio Observador”.

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