Convenção Nacional da Saúde defende urgência de vacinar, testar e recuperar a atividade assistencial 303

A terceira vaga de Covid-19 tem um impacto dramático em Portugal, afirma a Convenção Nacional da Saúde , que acrescenta: “O momento exige uma mudança de atuação para conter a infeção e para corrigir os terríveis efeitos provocados nas instituições de saúde e, em virtude disto, no acesso dos cidadãos a todos os cuidados médicos.”

A Convenção Nacional da Saúde, uma entidade que agrega mais de 150 entidades do setor público, privado e social que atuam na área da Saúde em Portugal, entre as quais se contam 70 associações de doentes, defende que deve continuar a haver “um entendimento do aproveitamento total de recursos e da articulação plena entre os setores público, privado, social e cooperativo que trabalham na área da Saúde.”

“Ainda esta semana, o Governo reconheceu terem ficado por realizar no Serviço Nacional de Saúde mais de 125 mil cirurgias, cerca de 12 milhões de consultas presenciais e a existência de muitos milhares de cidadãos que aguardam tratamento urgente, como os mais de cinco mil casos oncológicos já identificados. A verdade é que, apesar dos anúncios oficiais desde julho do ano passado, até ao momento, ainda não foi constituída a task-force para a recuperação da atividade assistencial”, lamenta a Convenção Nacional da Saúde.

Nestas circunstâncias, e por considerar “ser absolutamente urgente”, a Convenção Nacional da Saúde apela ao Governo para: “Vacinar. A crise sanitária decorrente do Covid-19 só pode ser ultrapassada com a rápida quebra das cadeias de contágio. A vacinação dos cidadãos, a começar pelos profissionais de saúde, de acordo com as prioridades estabelecidas e a articulação entre as instituições do sistema de saúde são aspetos essenciais; Testar. A vontade de alargar a utilização dos testes deve ser saudada. Defendemos que para uma testagem massiva em ambientes profissionais, se deve recorrer aos por testes de antigénio. É o único caminho que garante que os assintomáticos com capacidade para transmitir o vírus são detetados, possibilitando quebrar a continuidade dos contágios; Recuperar a atividade de prestação de cuidados de saúde. Por fim, e dado que a terceira onda da pandemia obrigou a nova interrupção de uma série de cuidados de saúde, a Convenção Nacional da Saúde reitera a necessidade de se implementar um plano extraordinário de recuperação da atividade assistencial, com cabal aproveitamento de todos os recursos existentes.”

No final, a Coneção Nacional da Saúde reitera: “A Saúde dos portugueses não pode esperar e, como bem foi dito, este é o momento de trabalharmos ‘ombro a ombro’.”

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