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Cientistas e médicos juntam-se para chegar a medicamentos para doenças crónicas

28 de Setembro de 2015

Algumas unidades juntaram esforços para ligar cientistas e profissionais que trabalham na procura e aplicação de fármacos adequados a cada paciente de doenças crónicas e neurodegenerativas, aumentando a competência de Portugal na área.

 

«A medicina translacional é essencialmente isso, conseguir interligar os dois parceiros que tradicionalmente estavam mais separados», ou seja, os profissionais que descobrem os medicamentos e aqueles que os ensaiam no hospital, disse ontem à agência “Lusa” um responsável do projeto, Manuel Carrondo.

 

O coordenador da unidade de investigação iNOVA4Health, que junta o iBET (Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica), instituições da Universidade Nova de Lisboa (ITQB, Faculdade de Ciências Médicas e CEDOC) e o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, salientou que, apesar de ciência e hospitais estarem cada vez mais próximos, ainda não chega aos níveis de outros países.

 

A relação entre os cientistas básicos, os que fazem o desenvolvimento e fabrico dos biofarmacos e aqueles que fazem a aplicação e os utilizam junto dos doentes e a integração de alunos em doutoramento, as equipas clínicas estejam ligadas à investigação, o que «ainda é relativamente rara no caso português, mas já corrente em algumas unidades de investigação mundiais», como norte-americanas, alemãs, suecas ou inglesas, referiu Manuel Carrondo.

 

«O objetivo último é conseguir ‘pendurar’ as atividades que formos conseguindo desenvolver em conjunto em equipas mais largas internacionais, não apenas para arranjar mais dinheiro», mas também para ter contributos de empresas com as quais o IBET já tem parcerias, para aumentar visibilidade de Lisboa e «tornar país mais importante no mapa da saude e biofarmaceutica internacional», realçou.

 

Este processo, explicou Manuel Carrondo, «começa a ter uma prática razoável e que vai aumentar com aquilo que se chama a medicina de precisão, em que se sabe muito melhor o que cada doente é e o que é mais correto e lhe pode ser aplicado como tratamento porque o diagnóstico é feito muito mais corretamente».

 

Com base em parcerias, organização e coordenação de algumas das atividades de cada unidade, o iNOVA4Health tem como meta conseguir desenvolver entre 15 e 20 projetos, nos próximos seis anos, e poderá envolver 40 a 50 investigadores.

 

Atualmente, estão oito projetos a arrancar, juntando competências de, pelos menos, duas daquelas unidades, avançou o coordenador do projeto e vice-presidente do iBET, acrescentando que o iNOVA4Health segue «grandes linhas de atividade que têm a ver sobretudo com doenças crónicas, com cancro e processos neurodegenerativos, e pode ir de aspetos específicos de doeças como aterosclerose até diabetes».

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