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Cientistas alertam para mutação de estirpe da tifoide

12 de Maio de 2015

Um grupo de cientistas alertou ontem para uma mutação na estirpe da tifoide que criou resistência aos antibióticos em África e Ásia.

Segundo um artigo divulgado na “Nature Genetics”, a mutação foi detetada em amostras de bactéria recolhidas em 63 países.

As amostras revelaram uma estirpe multirresistente, denominada H58, que não responde aos antibióticos.

A H58 adquiriu recentemente novas mutações que bloqueiam novas drogas, nomeadamente ciprofloxacina e azitromicina, acrescentaram.

O vírus agora dominante «surgiu e espalhou-se pela Ásia e África ao longo dos últimos 30 anos», salientaram os cientistas, citados pela “Lusa”.

Cerca de 21 milhões de pessoas são infetadas anualmente com a febre tifoide e entre 216 e 600 mil morrem, segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A doença é principalmente causada pela salmonela e os sintomas incluem febre, dores de cabeça, diarreia, manchas no peito e um aumento do baço e do fígado.

Os cientistas pediram para a vigilância do H58 ser reforçada, limitando o uso dos antibióticos e aumentando os programas de vacinação, bem como o acesso a água potável e saneamento nos países pobres.

«As bactérias não obedecem a fronteiras internacionais e quaisquer esforços para conter a propagação deve ser coordenada globalmente», disse Stephen Baker, da unidade de investigação da Universidade de Oxford na cidade de Ho Chi Minh, no Vietname.

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