Canábis Medicinal: comunidade médica discute regulamentação, benefícios e riscos 665

O Observatório Português de Canábis Medicinal (OPCM), em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, vai realizar a CNCM – a 1.ª Conferência Nacional de Canábis Medicinal, no dia 26 de março, entre as 09h00 e as 17h00, no Auditório da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Pólo 3, em Coimbra. Esta iniciativa tem como objetivo debater e partilhar o conhecimento das propriedades e usos terapêuticos dos canabinoides.

“As exigências dos doentes estão a aumentar e a nossa missão é promover, coordenar e realizar atividades que vão ao encontro dos nossos objetivos de aumentar a consciencialização para o papel da canábis medicinal. Desta forma, com esta iniciativa pretendemos criar um espaço de partilha e debate de conhecimentos científicos referentes à canábis medicinal em Portugal. Face ao panorama atual, consideramos que este é o momento crucial para reunir os profissionais de saúde que acompanham mais direta e objetivamente o tratamento dos nossos doentes e avaliar as opções terapêuticas existentes”, explica Carla Dias, presidente do OPCM.

Dirigida a médicos, futuros médicos, farmacêuticos e estudantes de ciências farmacêuticas, esta conferência permitirá a atualização e a troca de conhecimentos científicos entre especialistas nacionais da área, abordando temáticas, tais como “A canábis medicinal e o direito”; “Evidências clínicas da terapêutica com canabinoides em epilepsia”; “A terapêutica canabinoide no alívio da dor crónica oncológica”; “O uso da terapêutica com canabinoides em cuidados paliativos”; “A canábis e a saúde Mental” e “Investigação científica em canabinoides – Estado da Arte”.

Para mais informações e inscrições até 13 de março: https://opcm.pt/cncm/

Em Portugal, a utilização de preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais está aprovada para várias indicações, nos casos em que se determine que os tratamento convencionais não produzem os efeitos esperados, entre as quais, dor crónica (associada a doenças oncológicas ou ao sistema nervoso); espasticidade associada à esclerose múltipla ou a lesões da espinal medula; náuseas e vómitos (resultantes da quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para a hepatite C) e estimulação do apetite nos cuidados paliativos de doentes sujeitos a tratamentos oncológicos ou com SIDA.

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