Bastonária da OF: SNS deve construir com os setores privado e social “ecossistema de saúde” 183

Segundo Ana Paula Martins, vice-presidente da Convenção Nacional da Saúde (CNS) – e bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF) -, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve construir, em conjunto com os setores privado e social, um “ecossistema de saúde de valor reforçado” para dar resposta aos desafios.

“É, por isso, fundamental um instrumento inteligente e transformador na saúde para modernizar o Serviço Nacional de Saúde e construir, de uma vez por todas, com o setor privado e social um ecossistema de saúde de valor reforçado e pronto para dar uma resposta coesa aos desafios atuais e próximos que teremos”, salientou Ana Paula Martins, em declarações à agência Lusa.

Para a bastonária da OF, tendo em conta a recuperação da atividade assistencial, que ficou para trás devido à pandemia de covid-19, “não se pode ignorar a necessidade de uma estratégia clara de consolidação futura do sistema”.

“A reestruturação e o reforço do sistema de saúde devem ser considerados objetivos de prioridade em máxima”, afirmou.

No final da conferência «Recuperar a Saúde, Já!», organizada pela CNS, Ana Paula Martins defendeu que, para reforçar o SNS, é necessária uma reforma.

“Ninguém nos perdoará se continuarmos na miopia de não querer ver os recursos que temos à nossa disposição e os utilizarmos de forma concertada”, sustentou.

A vice-presidente da CNS vincou ainda que Portugal é “um país muito desigual”, pelo que não pode ignorar todas as suas potencialidades.

Dirigindo-se ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que encerrou a conferência, Ana Paula Martins defendeu ser urgente assumir novos modelos de gestão e financiamento, de prestação de cuidados “com energia, esperança e força anímica”.

“O SNS não é o sistema de saúde para os pobres, nem o privado para os ricos ou remediados. O sistema nacional de saúde é um grande ecossistema que serve todos de acordo com as suas necessidades, tendo em conta as preferências dos cidadãos que não são agentes passivos no século XXI”, finalizou.

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