A Indústria Farmacêutica portuguesa já ultrapassa os 5 mil milhões de euros em exportações anuais, superando setores históricos como o vinho e a cortiça. Um feito que torna ainda mais urgente uma questão que deixou de ser científica para se tornar estratégica: como garantir que Portugal não perde a geração de profissionais e investigadores que poderá definir o futuro do setor?
O país “continua distante dos ecossistemas onde a inovação ganha escala, onde o capital se mobiliza e onde as grandes decisões da Indústria são tomadas. O desafio não é apenas trazer talento de volta; é ligar o talento que está em Portugal aos melhores centros do mundo, e criar pontes para que a nossa diáspora se mantenha próxima, ativa e conectada ao país”, refere a GenH, em comunicado.
Por outro lado, como ainda exposto no comunicado, com cerca de 800 empresas de life sciences concentradas na região, Basel (Basileia) tornou-se um dos ecossistemas mais densos e competitivos do mundo na área da saúde. Academia, indústria e investimento funcionam de forma integrada, com uma capacidade de execução difícil de replicar em qualquer outra geografia.
“Mas há um problema estrutural: este tipo de ecossistema não se aprende à distância”, alerta a GenH.
O ‘Basel Immersion Program’: dentro do ecossistema
É neste contexto que surge o ‘Basel Immersion Program’, organizado pela GenH e que se realiza entre 27 e 29 de maio de 2025, na Suíça. Não se trata de uma conferência nem de uma visita institucional. Trata-se de colocar profissionais dentro do ecossistema, com acesso direto ao funcionamento de um dos sistemas mais avançados da Indústria Farmacêutica mundial.
O programa reúne um grupo altamente seletivo de 15 participantes e combina três dimensões centrais:
- Exposição direta ao tecido farmacêutico e biotecnológico de Basel
- Interação com líderes da indústria e com a diáspora portuguesa local (mais de 350
profissionais no setor) - Sessões práticas focadas em carreira internacional e desenvolvimento de parcerias
As perguntas que o programa procura responder
Ao longo de três dias de imersão, os participantes terão contacto direto com empresas, modelos de inovação e formas de colaboração que definem a competitividade global do setor.
Entre os temas em destaque:
- O que diferencia ecossistemas que produzem ciência daqueles que conseguem
industrializá-la? - Como acelerar uma carreira internacional em hubs altamente competitivos?
- De que forma a diáspora pode funcionar como ponte estratégica e não apenas como
saída de talento? - Como posicionar Portugal de forma mais integrada na cadeia global de valor da
saúde?
O que inclui o programa
O ‘Basel Immersion Program’ inclui visitas a campus farmacêuticos de referência, interação com empresas de inovação, workshops em grupos reduzidos e momentos de networking com a comunidade portuguesa na região.
Num setor onde a proximidade ao ecossistema define o acesso a oportunidades, aprendizagem e velocidade de execução, a diferença já não está apenas no talento. Está no contexto. E é precisamente esse contexto que o ‘Basel Immersion Program’ procura tornar acessível.
Porque a pergunta não é se Portugal tem capacidade. É se consegue ligar essa capacidade aos centros onde o futuro da Indústria está a ser construído.
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