Basel Immersion Program: Recuperar talento na Indústria Farmacêutica 21

A Indústria Farmacêutica portuguesa já ultrapassa os 5 mil milhões de euros em exportações anuais, superando setores históricos como o vinho e a cortiça. Um feito que torna ainda mais urgente uma questão que deixou de ser científica para se tornar estratégica: como garantir que Portugal não perde a geração de profissionais e investigadores que poderá definir o futuro do setor?

O país “continua distante dos ecossistemas onde a inovação ganha escala, onde o capital se mobiliza e onde as grandes decisões da Indústria são tomadas. O desafio não é apenas trazer talento de volta; é ligar o talento que está em Portugal aos melhores centros do mundo, e criar pontes para que a nossa diáspora se mantenha próxima, ativa e conectada ao país”, refere a GenH, em comunicado.

Por outro lado, como ainda exposto no comunicado, com cerca de 800 empresas de life sciences concentradas na região, Basel (Basileia) tornou-se um dos ecossistemas mais densos e competitivos do mundo na área da saúde. Academia, indústria e investimento funcionam de forma integrada, com uma capacidade de execução difícil de replicar em qualquer outra geografia.

“Mas há um problema estrutural: este tipo de ecossistema não se aprende à distância”, alerta a GenH.

O ‘Basel Immersion Program’: dentro do ecossistema

É neste contexto que surge o ‘Basel Immersion Program’, organizado pela GenH e que se realiza entre 27 e 29 de maio de 2025, na Suíça. Não se trata de uma conferência nem de uma visita institucional. Trata-se de colocar profissionais dentro do ecossistema, com acesso direto ao funcionamento de um dos sistemas mais avançados da Indústria Farmacêutica mundial.

O programa reúne um grupo altamente seletivo de 15 participantes e combina três dimensões centrais:

  •  Exposição direta ao tecido farmacêutico e biotecnológico de Basel
  • Interação com líderes da indústria e com a diáspora portuguesa local (mais de 350
    profissionais no setor)
  • Sessões práticas focadas em carreira internacional e desenvolvimento de parcerias

As perguntas que o programa procura responder

Ao longo de três dias de imersão, os participantes terão contacto direto com empresas, modelos de inovação e formas de colaboração que definem a competitividade global do setor.

Entre os temas em destaque:

  •  O que diferencia ecossistemas que produzem ciência daqueles que conseguem
    industrializá-la?
  • Como acelerar uma carreira internacional em hubs altamente competitivos?
  • De que forma a diáspora pode funcionar como ponte estratégica e não apenas como
    saída de talento?
  •  Como posicionar Portugal de forma mais integrada na cadeia global de valor da
    saúde?

O que inclui o programa

O ‘Basel Immersion Program’ inclui visitas a campus farmacêuticos de referência, interação com empresas de inovação, workshops em grupos reduzidos e momentos de networking com a comunidade portuguesa na região.

Num setor onde a proximidade ao ecossistema define o acesso a oportunidades, aprendizagem e velocidade de execução, a diferença já não está apenas no talento. Está no contexto. E é precisamente esse contexto que o ‘Basel Immersion Program’ procura tornar acessível.

Porque a pergunta não é se Portugal tem capacidade. É se consegue ligar essa capacidade aos centros onde o futuro da Indústria está a ser construído.

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