A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou ontem uma moção, que exige ao Governo, o reforço na contratação de médicos especialistas e manutenção das valências no hospital local e recusa que os cidadãos do interior sejam tratados como utentes de segunda.
Na moção apresentada pela bancada do Partido Socialista (PS), no período de antes da ordem do dia e aprovada com 42 votos a favor e três abstenções (da bancada do Chega), os deputados municipais manifestam o seu apoio institucional à Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco que integra o Hospital Amato Lusitano (HAL) e reconhecem a sua relevância estratégica no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e no sistema de saúde regional.
No documento, reiteram a necessidade de dotar e reforçar a ULS de Castelo Branco de “recursos humanos, técnicos e financeiros adequados à necessidade da população que serve” e exige “ao Governo e ao Ministério da Saúde um compromisso claro e calendarizado para o reforço do Hospital Amato Lusitano designadamente a contratação de médicos especialistas (…)”.
A Assembleia Municipal de Castelo Branco rejeita ainda qualquer medida que implique “a desclassificação, redução ou encerramento de serviços hospitalares, suscetível de comprometer o acesso aos cuidados de saúde” e defende uma politica de saúde que respeite efetivamente o princípio da equidade territorial, “recusando que os cidadãos do interior sejam tratados como utentes de segunda”.
Foi ainda deliberado que a moção vai seguir para o primeiro-ministro, ministra da Saúde, Administração Central do Sistema de Saúde, grupos parlamentares com assento na Assembleia da República, Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e ULS de Castelo Branco, assim como para todas as entidades consideradas pertinentes.




