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ARSLVT: Centro Hospitalar Barreiro/Montijo foi o único com aumento de custo com medicamentos

05 de novembro de 2014

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) afirmou ontem que o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo foi o único da região que aumentou o custo com medicamentos em relação ao ano anterior, revelou a “Lusa”.

Luís Cunha Ribeiro esteve ontem no hospital do Barreiro para assinalar o 5.º aniversário do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo onde disse que é preciso corrigir a situação dos medicamentos.

«O custo com medicamentos aumentou entre 2013 e 2014 apesar de se terem reduzido o número de medicamentos passados. Isto significa que foram prescritos fármacos mais caros», disse.

O responsável da ARSLVT salientou que o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo foi o único a registar um aumento na região, na ordem dos 1,2%, e alertou que a situação deve ser corrigida, apontando também a alguns vencimentos elevados.

«Os vencimentos dos médicos são também dos mais altos da região e, em alguns casos, o dobro da média. É uma minoria, mas não é sustentável e tem que se alterar», referiu.

Luís Cunha Ribeiro defendeu ainda um aumento das sinergias entre os hospitais da Península de Setúbal, referindo que nem todos podem ter especialização nas mesmas áreas, e elogiou o aumento das cirurgias e das acessibilidades no Centro Hospitalar.

Já o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, Silveira Ribeiro, disse que as consultas externas aumentaram 9,5% e que melhorou o acesso a cirurgias e à urgência.

«Tivemos 1450 partos, o que justifica a manutenção da maternidade. Cumprimos o orçamento e os constrangimentos não permitiram melhorar mais serviços», salientou.

Silveira Ribeiro divulgou também a implementação de um projeto-piloto de apoio domiciliário, a concretizar nos próximos dois anos, no âmbito de uma parceria que irá envolver o centro, o Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho Sul, Câmara Municipal do Barreiro e Santa Casa da Misericórdia do Barreiro.

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, explicou que a melhor forma de defender o serviço público é dar-lhe eficácia, mas salientou que a eficácia não pode pôr em causa a qualidade dos serviços prestados.

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