Artigos / Opinião

O Estudante e as Ciências Farmacêuticas do séc. XXI

2017-07-24

 

eHealth no presente e para o futuro

A Organização Mundial de Saúde define eHealth como o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na Saúde. Numa definição mais detalhada, o eHealth consiste em melhorar o fluxo de informação através das TIC, aprimorando os serviços prestados e a coordenação nos sistemas de saúde.

Estarão os estudantes de Saúde preparados para as abraçar?

No seio da revolução tecnológica, é semeada e cresce a saúde em terreno digital. As consultas são agora marcadas online, apps entram no mercado para monitorizar os estilos de vida e as farmácias reorganizam-se e dão resposta aos erros associados à polimedicação com eletronic reminders. Estas crescentes inovações são exemplos e casos solitários do uso do eHealth como facilitador da saúde do amanhã. O que separa os casos solitários dos casos frequentes? A educação em ecossistema próprio.

As gerações de jovens do novo milénio estão inigualavelmente preparadas para aprender a usar as TIC, adaptando-as às necessidades da comunidade onde se inserem – nomeadamente as necessidades em saúde. Pese embora a crescente inovação a que o ensino superior português tem assistido, o uso dos meios digitais ainda não caracteriza o ensino das Ciências Farmacêuticas.

Softwares avançados permitiriam hoje simular um sistema básico de prescrição individualizada, assim como simular um contacto com os restantes profissionais de saúde com vista à promoção da comunicação nas equipas multidisciplinares. Também o currículo poderia integrar as TIC como ferramenta de interação entre os estudantes e os professores, atentando a uma evolução e avaliação constante.

Apesar de o eHealth permitir uma desburocratização dos processos em saúde, é fundamental que, num primeiro momento, os profissionais de saúde e utilizadores dos sistemas detenham um conhecimento holístico sobre o seu funcionamento e potencialidades.

Para receber o eHealth em pleno, as TIC necessitam de estar já integradas no presente dos estudantes de saúde.

Diana Lopes Carvalho,
Presidente da APEF - Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia