NIH e farmacêuticas estabelecem parceria para acelerar desenvolvimento de fármacos em várias áreas 251

NIH e farmacêuticas estabelecem parceria para acelerar desenvolvimento de fármacos em várias áreas

06-Fev-2014

Os National Institutes of Health (NIH) anunciaram uma parceria com 10 companhias farmacêuticas, incluindo a Bristol-Myers Squibb, Johnson & Johnson, GlaxoSmithKline, Sanofi e Takeda, bem como diversas organizações não lucrativas, que visa acelerar a descoberta de novos tratamentos para a doença de Alzheimer, diabetes tipo 2, artrite reumatoide e lúpus.

Francis Collins, diretor do NIH, revelou que «estamos a investir atualmente muito tempo e dinheiro em situações com elevadas taxas de insucesso», acrescentando que «todos os setores das empresas biomédicas concordam que são necessárias novas abordagens». No âmbito desta colaboração, designada Accelerating Medicines Partnership, as empresas e o NIH concordaram em contribuir com cientistas, dados relevantes e amostras de ensaios clínicos, bem como partilhar custos.

Esta iniciativa, que engloba igualmente a AbbVie, Biogen Idec, Eli Lilly, Merck Sharp & Dohme e Pfizer, pretende investir mais de 230 milhões de dólares nos próximos cinco anos em projetos-piloto do programa, citou o “Firstword”.

Elias Zerhouni, responsável de I&D da Sanofi, assinalou que “decifrar” doenças não é tarefa «para ser feita por uma única organização. Até mesmo o NIH, com todo o seu poder, não possui todas as soluções. E nenhuma companhia o pode fazer isoladamente». O programa pretende obter um maior conhecimento sobre como cada doença funciona e utilizar esse conhecimento para identificar biomarcadores e encontrar alvos para o desenvolvimento de medicamentos. Os parceiros também vão procurar a criação de modelos para medir a progressão da doença e a resposta ao tratamento. O grupo vai partilhar todas as descobertas com o público.

O NIH lembra que o processo de desenvolvimento de um fármaco, desde a sua descoberta até à aprovação da Food and Drug Administration, leva cerca de uma década e que a taxa de insucesso é superior a 95%. E cada êxito custa mais de mil milhões de dólares. «Estamos a tentar aumentar a possibilidade de escolher alvos corretos para partir para a nova geração de desenvolvimento de medicamentos», declarou Francis Collins, acrescentando que «acreditamos que esta parceria é um passo importante e representa o esforço mais abrangente até ao momento para resolver esta questão fundamental.

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