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Investimento nacional na área da ciência voltou a cair em 2013

14 de Setembro de 2015

A percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investido na ciência voltou a cair em 2013, pela quarta vez consecutiva. Esse valor foi então de 1,34%, recuando para valores anteriores a 2008.

 

Esta é uma das conclusões do último Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional (IPCTN) – o instrumento oficial de contabilização dos recursos humanos e financeiros do país em investigação e desenvolvimento (I&D).

 

O ano de 2009 foi aquele em que mais se gastou em ciência desde sempre: 1,64% do PIB, o que correspondeu também a um máximo de 2771 milhões de euros. José Mariano Gago (1948-2015) era então ministro da Ciência, no segundo Governo socialista de José Sócrates.

 

Mas os efeitos da crise na ciência começaram a fazer-se sentir ainda enquanto Mariano Gago estava à frente da pasta da Ciência. O ano de 2010 marcava o início do caminho descendente do dinheiro aplicado pelo país em investigação científica: caiu dos 1,64% do PIB em 2009 para 1,60%.

 

A descida continuou em 2011, já com o Governo de Pedro Passos Coelho, em funções a partir de meados desse ano, e Nuno Crato como ministro da Educação e Ciência. Em 2011, desceu para o valor de 2008 – 1,50%. A quebra continuou em 2012 (1,41% do PIB) e em 2013 (1,34% do PIB).

 

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