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Índia compromete-se a fornecer medicamentos à Venezuela

 


15 de setembro de 2017

A Venezuela e a Índia assinaram ontem um contrato de aliança no campo energético, que prevê ainda, entre outras coisas, que Nova Deli forneça medicamentos à Venezuela.

A assinatura do acordo foi confirmada aos jornalistas pelo vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, que destacou a sua importância perante o «bloqueio financeiro imposto pelos Estados Unidos».

«Todos os medicamentos e componentes que a Venezuela requeira vão ser fornecidos pela Índia. Aqui não nos vão fazer ajoelhar por nenhum bloqueio, nem nos vão asfixiar», disse.

Tareck El Aissami explicou que foi assinado «um novo contrato no campo energético com a Índia», onde se encontram equipas da empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

«Assinámos um novo contrato de aliança no campo energético com a Índia. Estão lá (na Índia) equipas da empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA, empresa estatal)» e que Nova Deli está a apoiar Caracas «perante o cerco económico imposto pelo Governo dos Estados Unidos».

Por outro lado, frisou que ainda hoje vão chegar a Caracas vários membros da direção da empresa petrolífera russa Rosneft, para materializar novas alianças energéticas, uma vez que a Venezuela vai iniciar a comercialização de crude em moedas distintas do dólar.

O anúncio tem lugar depois de o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e do ministro venezuelano do Petróleo, Eulógio Del Pino, terem realizado, no fim de semana, um périplo por vários países do Oriente, em que a Venezuela propõe manter o corte na produção de petróleo, para fazer subir os preços internacionais do crude.

A Venezuela espera «boas notícias» no sentido de ser aumentado o «preço justo do petróleo», na próxima reunião de países Exportadores de Petróleo (OPEP), prevista para 22 de setembro, em Viena.

A ONGC Videsh da Índia, explora, desde 2008, a Divisão Junín da Faixa Petrolífera do Orinoco Hugo Chávez (a sul de Caracas), em conjunto com a estatal venezuelana Pdvsa.

A exploração é feita através da empresa mista “Petrolera Indovenezolana”.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas da população sobre dificuldades para se conseguir alguns medicamentos no mercado local, desde 2014. Também sobre os altos preços de medicamentos para diversos tratamentos, entre eles a diabetes e a hipertensão.

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