Hospitais premiados ou penalizados de acordo com os tempos de espera 314

22 de Fevereiro de 2016

Os hospitais portugueses vão ser premiados ou penalizados mediante os tempos de espera apresentados relativos a consultas, cirurgias e urgências. Esta medida irá refletir-se no financiamento destas unidades de saúde, previsto nos contratos-programa de 2016 para os hospitais.

Segundo o plano estratégico da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), os tempos de espera vão ter de diminuir 25% até 2017, o que significa que, só na cirurgia, poderão aproximar-se da mediana de dois meses.

Questionada pelo “DN”, a ACSS refere que serão introduzidas várias iniciativas. Vai haver ajustamento «da forma como se efetua o pagamento da atividade hospitalar – incentivando o cumprimento e penalizando o incumprimento». Neste caso, esclarece, pode haver penalizações até 1% do orçamento atribuído em cada ano mas também prémios até 5% quando as metas são cumpridas.

Carlos Martins, presidente do conselho de administração do CHLN, diz que, «em abstrato, estas medidas que estimulam quem cumpre e penalizam quem falha fazem sentido. Mas é preciso que estes comportamentos se verifiquem de forma sistemática. Há casos pontuais, em que é preciso tempo, como aconteceu com a saída de médicos na cirurgia plástica, que fez disparar os tempos de resposta», exemplifica.

E deve ser premiado quem faz investimentos, melhora resultados e consegue travar problemas de acesso. «Na psiquiatria, por exemplo, passámos de 125 para 15 dias de espera. Devia haver incentivos para isso. Eu fi-lo, mas com recurso ao nosso orçamento».

Envie este conteúdo a outra pessoa