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Hepatite C: APEF afirma que se vive «uma revolução no tratamento da doença»

01 de Outubro de 2015

A presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) disse ontem que os dados do INFARMED sobre doentes totalmente curados de hepatite C vêm demonstrar que se está «perante uma revolução no tratamento da doença».

 

«Estes dados mostram que estamos perante uma revolução no tratamento da hepatite C. Conseguimos tratar e curar os nossos doentes. Este programa iniciou-se em fevereiro, ainda não temos tempo para ter os resultados que desejamos», declarou à agência “Lusa” Isabel Pedroto.

 

A responsável da APEF lembrou que a maior parte dos tratamentos são prolongados (24 semanas) e que o doente só sabe se está curado 12 semanas após este ter terminado.

 

«É claro que é uma boa notícia. É um começo. Vamos ter de aguardar mais umas semanas para saber mais dados. A maior parte dos meus doentes [estou a tratar os mais graves] só vão terminar agora e depois ainda temos de esperar mais uns meses para dizer que estão curados», salientou a especialista.

 

Na opinião da médica Isabel Pedroto, estes 107 casos são uma pequena parte, mas refletem «um bom começo e que se está no bom caminho».

 

«Este medicamento é uma a revolução, especialmente para quem está na área da hepatologia, como eu, e que se confrontava diariamente com o insucesso terapêutico e os efeitos colaterais», realçou, acrescentando que as perspetivas para o futuro «são animadoras».

 

Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, anunciou terça-feira o INFARMED.

 

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