Governo da Madeira investiu 120 ME em novos fármacos entre 2015 e 2018 0 95

O Governo Regional da Madeira investiu 120 milhões de euros em novos medicamentos entre 2015 e 2018, dos quais mais de 50% em terapias inovadoras na área da oncologia, HIV/sida e hepatite C, indicou hoje o secretário da Saúde.

«A percentagem da terapêutica inovadora, aquela que nos causa maiores desafios atualmente, passou de 8% em 2015 para 30% nos três primeiros trimestres de 2018», disse Pedro Ramos, sublinhando que este dinheiro é «bem despendido», uma vez que «o utente é o centro do sistema».

O governante falava durante a assinatura de um acordo com a Associação Nacional de Farmácias (ANF), no Funchal, através do qual os utentes do Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM) podem recorrer aos estabelecimentos comunitários quando a farmácia do Hospital Central não dispuser de certos medicamentos de distribuição gratuita.

«O protocolo abrange uma série de medicamentos importantes, nomeadamente na área dos doentes oncológicos, insuficientes renais e transplantados» referiu Pedro Ramos, lembrando que, por vezes e por constrangimentos vários, tais fármacos não se encontram disponíveis na farmácia do hospital.

«Os medicamentos, principalmente os medicamentos inovadores, têm sido um constante desafio para os sistemas de saúde nacional e regional, face às novas doenças e às novas fases das doenças, e a necessidade de terapêuticas poderosas obriga a um esforço suplementar dos programas de saúde», disse o governante, vincando que o acordo com a ANF constitui mais um passo no sentido de garantir qualidade nos tratamentos médicos.

De acordo com a agência “Lusa”, o presidente da Associação Nacional de Farmácias, Paulo Cleto Duarte, disse, por seu lado, que o objetivo da instituição é contribuir para um serviço regional de saúde «mais sólido e mais centrado nas pessoas» e sublinhou a importância da aproximação ao hospital e aos cuidados hospitalares.

«Pela primeira vez na região autónoma, ligámos diretamente o hospital às farmácias da comunidade, em casos muito concretos, devidamente controlados», referiu, vincando que as farmácias querem ser sempre parte da solução e nunca parte dos problemas do serviço de saúde.

Envie este conteúdo a outra pessoa