EMA: dose de reforço da vacina Pfizer é «segura e eficaz», mas ainda é cedo para uma recomendação 230

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa) anunciou, esta terça-feira, que a dose de reforço da vacina Pfizer para a população em geral é «segura e eficaz» até um período de seis meses após a segunda dose.

Ainda assim, a EMA admitiu que, neste momento, não pode fazer uma recomendação precisa quanto à data da inoculação ou o público-alvo da terceira dose da vacina contra a covid-19.

Em declarações à agência Lusa, Marco Cavaleri, chefe de Estratégia de Vacinação da EMA, sublinhou que se trata de uma «atitude prudente», já que «compete aos países-membros tomar as decisões sobre as suas campanhas de vacinação».

«O que sabemos, neste momento, é que, quando administradas em duas doses, as vacinas protegem contra as graves consequências da covid-19, incluindo hospitalização e morte», realçou o responsável da EMA.

A EMA acredita que a dose de reforço dará uma resposta imune «muito maior» do que a segunda injeção, ao passo que as pessoas vacinadas irão ter «uma quantidade notável de anticorpos».

Além disso, a Agência Europeia do Medicamento assinalou que a «miocardite», uma inflamação do músculo cardíaco, «é o principal problema de segurança que surge com as vacinas Pfizer e Moderna», especialmente após a segunda dose. A entidade europeia que regula o medicamento admitiu que não pode «caracterizar este risco após uma terceira dose», já que o número de efeitos secundários é reduzido.

A EMA também está a avaliar um pedido da Moderna para a administração de uma dose de reforço pelo menos seis meses após a segunda dose em pessoas com 12 anos ou mais. Ainda assim, não há data prevista para o resultado da avaliação do Comité dos Medicamentos para Uso Humano.

A EMA concluiu igualmente que pessoas com sistema imunológico “gravemente enfraquecido”, com mais de 12 anos, podem receber uma terceira dose da Pfizer ou Moderna a seguir a 28 dias após a segunda injeção. Esta medida tem como objetivo aumentar a proteção e a capacidade de produzir anticorpos contra o novo coronavírus.

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