Covid-19: Segundo estado de emergência com menor impacto na mobilidade das pessoas 252

De acordo com o projeto: «Indicadores de mobilidade intra-municipais no combate à covid-19», desenvolvido pela NOS e Nova SBE, o segundo estado de emergência teve menor impacto na mobilidade dos cidadãos em Lisboa e Cascais.

Esta é uma das conclusões de uma análise quantitativa das pessoas nos municípios de Lisboa e Cascais. Em relação ao primeiro estado de emergência e consequente confinamento, a análise registou quebras na contagem de pessoas distintas por secção do município na ordem dos 65 a 80% em Lisboa e na casa dos 45 a 65% em Cascais.

No que respeita ao segundo estado de emergência, as quebras foram substancialmente inferiores em Lisboa (entre 30 e 45%) e Cascais (entre 15 e 25%).

Em Lisboa, no primeiro estado de emergência, as maiores quebras foram registadas em «Lojas e Restaurantes» (80%), seguida por «Comércio» (75%), «Lazer Indoor» (73%), «Educação» e «Saúde» (ambas com 72% de quebras).

Durante o mesmo período, em Cascais, as maiores quebras registaram-se no «Comércio» (64%), «Lojas e Restaurantes» e «Lazer Indoor» (61% ambas), «Lazer Outdoor» (57%) e «Saúde» (56%).

As categorias com menor quebra na contagem de pessoas, durante o primeiro estado de emergência, foram as seguintes: «Residencial» (66% em Lisboa e 49% em Cascais), «Trabalho» (66% em Lisboa e 46% em Cascais) e «Estações de Transporte» (70% em Lisboa e 47% em Cascais).

Já no segundo estado de emergência, «verificou-se uma maior movimentação das pessoas». Em Lisboa, a quebra na categoria «Saúde» foi de 29% e em «Lojas e Restaurantes» de 39%.

Já em Cascais, a categoria «Lazer Indoor» (museus, monumentos, casinos ou cinemas) registou uma quebra de 6% e as «Lojas e Restaurantes» tiveram uma redução de 18%.

Em declarações à Lusa, João Ricardo Moreira, administrador da NOS Comunicações, salienta que, «além de ser possível constatar a elevada quebra dos níveis de mobilidade durante o primeiro estado de emergência», é possível verificar que «este impacto é transversal aos diferentes setores», nomeadamente a saúde, educação e restauração.

Acrescentou ainda que «estes segmentos são também aqueles que registam o maior aumento na movimentação de cidadãos entre o primeiro e o segundo estado de emergência».

Sobre a escolha dos concelhos de Lisboa e Cascais, o administrador da NOS Comunicações reforçou que se trata de «uma área metropolitana com uma profusão de movimentos de pessoas que oferece um desafio maior do ponto de vista da análise».

Além disso, Lisboa e Cascais «são concelhos onde as duas entidades (a NOS e a Nova SBE) têm vindo a desenvolver trabalhos de I&D [investigação e desenvolvimento] integrados no conceito de cidades inteligentes», finalizou João Ricardo Moreira.

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