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Buraco nas contas dos hospitais baixou para 446 milhões em novembro

15-Jan-2014

Apesar da redução de 14 milhões face a outubro, o buraco piorou em 150 milhões em termos homólogos. Montante das dívidas caiu, mas ainda está acima dos 1,1 mil milhões de euros.

O buraco nas contas dos hospitais com estatuto empresarial (EPE) diminuiu em novembro mas está pior do que há um ano.

De acordo com a análise do ”i” às contas individuais dos 39 hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde (ULS), os resultados operacionais negativos ascenderam a 446,8 milhões de euros em novembro, o que representa um desagravamento de 14 milhões (-3%) em relação a outubro.

O buraco agravou-se, no entanto, em mais de 150 milhões de euros em relação a novembro de 2012. O número global apurado pelo “i” com base na contabilização individual de cada unidade não bate certo com o valor divulgado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) para o total das instituições EPE: -442,1 milhões. Ou seja, há uma diferença para acima de 4,7 milhões.

O “i” concluiu ainda que só duas unidades tinham resultados operacionais positivos em novembro de 2013: ULS Litoral Alentejano (8,5 milhões) e hospital de Santarém (1,4). Um ano antes eram dez. Ainda assim 12 conseguiram melhorar este indicador em relação a outubro. Em termos homólogos, eram oito as unidades que tinham um resultado operacional melhor do que em novembro de 2012.

Confrontada pelo “i”, a porta-voz da ACSS começou por responder que o agravamento dos custos operacionais em termos homólogos (em 120 milhões), decorre do aumento dos custos resultantes do pagamento dos dois subsídios e do aumento e alargamento da contribuição da entidade patronal para a CGA. Ainda assim, salientou, «o agravamento registado é cerca de metade do que poderia ser se não tivessem existido outras reduções nos custos que compensaram o impacto». «Até final do ano a situação irá melhorar significativamente devido a diversas medidas adoptadas», garantiu a mesma fonte.

 

Dívidas amortizadas

 

A análise do ”i” concluiu ainda que o montante das dívidas a fornecedores baixou para 1.134,1 milhões de euros, refletindo já parte do programa de regularização de dívidas em atraso. O valor global que resultou da contabilização individual de cada unidade é superior, no entanto, em 87,7 milhões em relação ao montante divulgado pela ACSS para o conjunto dos hospitais EPE.

De acordo com as contas do “i”, o montante em dívida em novembro de 2013 representa menos 187,5 milhões do que o registado em outubro.

Em termos homólogos, o valor das dívidas é de apenas menos 42,9 milhões do que o verificado em novembro de 2012. Só 21 unidades reduziram o valor das suas dívidas face a outubro e 16 conseguem ter mais dívidas do que em novembro de 2012.

A porta-voz da ACSS explicou que «numa primeira fase foram pagos essencialmente os credores do acordo com a APIFARMA. Como nem todos os hospitais eram devedores destes fornecedores é natural que a incidência não seja homogénea. Até dezembro foram finalizados os pagamentos do programa, sendo a sua reflexão no universo dos hospitais mais difundida».

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