ANF espera avanços na dispensa de proximidade “para breve” 408

Ema Paulino confirma ao Netfarma que é “para breve” que espera novidades sobre a dispensa de proximidade. A presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), em entrevista na edição julho-agosto da FARMÁCIA DISTRIBUIÇÃO, havia já definido o “final do verão” como a altura expectável para novas informações.

“Aguardamos novidades para breve sobre este tema”. Ema Paulino mantém assim o prognóstico para que novas informações acerca da dispensa de medicamentos sejam conhecidas. “Todas as medidas que permitam retirar pessoas dos serviços hospitalares, sem riscos e com mais-valias para as próprias, traduzem ganhos e eficiência para o sistema, na medida em que os serviços, aliviados da pressão do atendimento, passam a estar disponíveis para canalizar e concentrar esforços noutras áreas onde são efetivamente necessários”, garante.

Para aliviar alguma da pressão que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) suporta, Ema Paulino destaca os “ganhos económicos” da dispensa de proximidade provenientes da “otimização dos recursos disponíveis”. “A eficiência e o custo-efetividade são valores que consideramos intemporais, e não apenas válidos em alturas de maior pressão”, continua a responsável associativa. De resto, “os benefícios não se cingem ao sistema, dado que a dispensa em proximidade, que pressupõe, antes de mais, uma intervenção articulada entre vários profissionais e serviços de saúde, é uma medida realmente centrada nas pessoas com doença e nas suas necessidades”, diz.

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Em declarações ao Netfarma, a presidente da ANF assume que “há hoje um grande número de pessoas a nível nacional que diariamente têm de se deslocar aos serviços farmacêuticos hospitalares apenas para aceder à medicação que poderiam estar a fazer em ambulatório”. “Sem necessidade de grandes deslocações e perdas de tempo, e de modo seguro”, a dispensa de proximidade destaca-se por representar um acompanhamento “pelos profissionais de saúde que trabalham diariamente nas farmácias comunitárias próximas” da população.

“Acresce que o modelo já foi testado antes, e mais recentemente durante a pandemia, com grande sucesso e enormes taxas de satisfação por parte da população abrangida”, conclui Ema Paulino.

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