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Portugal tem de duplicar o investimento em I&D para atingir meta até 2030

 


09 de fevereiro de 2018

Mais de 100 milhões de euros por ano é o valor que o Estado português terá de investir em Investigação e Desenvolvimento até 2030, para alcançar o objetivo traçado em termos de gastos na área de I&D, 3% do PIB português.

De acordo com um relatório preliminar da OCDE, a despesa pública nesta área deverá duplicar, mas o setor privado terá de suportar cerca de dois terços do investimento e também aumentar a sua participação no financiamento desta área.

A OCDE deixa várias recomendações. Entre elas, a necessidade de ser criado um grupo de trabalho, que junte vários ministérios, e que assuma a responsabilidade de desenvolver e adotar uma estratégia nacional abrangente de conhecimento e inovação.

No documento sugere-se a reforma da Fundação para a Ciência e Tecnologia, de forma a garantir maior equilíbrio entre as prioridades nacionais de investigação e as prioridades da comunidade científica.

Apoiar o desenvolvimento de instituições de ensino superior autónomas, para potenciar a colaboração com as empresas e reformar os mecanismos de financiamento institucional são outras propostas.

A OCDE quer que Portugal melhore a diversidade da oferta educativa; que reforme o sistema de entrada no Superior e que melhore as políticas de apoio financeiro dos estudantes, lê-se numa notícia avançada pela “Renascença”.