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Parlamento Europeu apela a Bruxelas que limite a venda de antibióticos na UE

 

 

14 de setembro de 2018

O Parlamento Europeu (PE) apelou à redução do consumo de antibióticos na União Europeia, com o objetivo de limitar o desenvolvimento de bactérias resistentes.

Com 589 votos a favor e 12 contra, os eurodeputados, reunidos em sessão plenária em Estrasburgo, França, aprovaram um texto não vinculativo que insta a Comissão Europeia e o Conselho Europeu (Estados-membros) a «limitar a venda de antibióticos por parte dos profissionais de saúde e a suprimir toda a incitação – financeira ou de outro tipo – à prescrição de antibióticos».

O documento recomenda a difusão de mensagens de sensibilização para «promover uma mudança de atitude que conduza a uma utilização responsável dos antibióticos» e para «encorajar os pacientes a respeitar as recomendações prescritas pelos profissionais médicos».

O PE considera ainda que as instâncias comunitárias devem intensificar os esforços para melhor recolher e transmitir dados de casos de resistência aos antibióticos e que devem criar incentivos para a investigação de novas substâncias alternativas.

«Se nada for feito, a resistência antimicrobiana pode causar mais mortes do que o cancro, de agora a 2050», preconiza a relatora do texto, a eurodeputada austríaca Karin Kadenbach, que pede uma abordagem “holística” da saúde humana e animal.


A resistência aos antibióticos é responsável por cerca de 25.000 mortes anuais na União Europeia, segundo os dados do PE acedidos pela agência “Lusa”.