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Investigadores chilenos trabalham em vacina para alergias respiratórias

 

 

9 de outubro de 2018

Investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade do Chile estão a trabalhar numa vacina para as alergias respiratórias, que afetam 20% da população mundial, revelou a agência espanhola EFE.

De acordo com a agência "Lusa", o objetivo da equipa liderada por Leandro Carreño é a formulação de uma vacina que permita inibir a resposta do organismo a essas alergias, cuja propagação duplicou nos últimos 50 anos e poderá afetar 30% da população mundial durante este século, explicaram os responsáveis à EFE.

O aumento destas alergias deve-se a vários fatores, como a poluição e o aumento das medidas de higiene, que, apesar de terem permitido controlar infeções graves, levaram a uma «falta de treino» do sistema imunitário durante a infância.

«Hoje vemos que temos estações menos marcadas e que as pessoas são alérgicas todo o ano», assinala Carreño, que procura uma alternativa aos fármacos atualmente disponíveis, os anti-histamínicos e a imunoterapia.

Através da intervenção das designadas células Natural Killer T (NKT), um tipo de linfócito da imunidade inata – aquela que é gerada mais rapidamente pelo organismo para responder a ameaças –, os investigadores procuram modificar a resposta imunológica do organismo.

«Estas células comandam todas as respostas imunes do organismo, e acreditamos que se forem ativadas previamente de uma forma específica por determinados compostos, ao detetar a alergia, a sua resposta não será combatê-la, mas tolerá-la», explicou Carreño.

A investigação está numa fase inicial, antes de a terapia ser testada em animais para depois avançar para uma fase clínica de estudo.