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Estudo: Cosméticos para bebés têm substâncias químicas potencialmente perigosas

15 de Fevereiro de 2016

Um estudo publicado hoje alerta que ainda existem muitas substâncias químicas potencialmente perigosas em cosméticos usados diariamente para bebés, como champôs, produtos para o banho ou toalhetes.

 

O estudo é da responsabilidade da organização não-governamental Women in Europe for a Common Future (WECF), que examinou 341 produtos cosméticos para bebés vendidos em França em farmácias, parafarmácias, supermercados ou lojas de produtos biológicos, avançou a agência “Lusa”.

 

A avaliação dos produtos decorreu entre julho e agosto do ano passado.

 

Com base em estudos científicos e avaliações das autoridades sanitárias da União Europeia (Comité Científico da Segurança dos Consumidores - SCCS) e de França (Agência Nacional de Segurança do Medicamento – ANSM), a organização não-governamental classificou as substâncias que compõem os produtos em três categorias: “alto risco”, “risco moderado” e “risco baixo ou não identificado”.

 

Os resultados deste estudo revelaram que uma grande maioria dos produtos (299) continha substâncias de «alto risco».

 

«Encontrámos três substâncias ou da família de substâncias classificadas como de “alto risco” em 299 produtos: um alergénio (méthylisothiazolinone, substância que, introduzida no organismo, produz alergia) em 19 produtos, incluindo sete marcas de toalhetes; um conservador suspeito de efeitos tóxicos (fenoxietanol) em 54 produtos, incluindo 26 toalhetes; e perfumes em 226 produtos, que implicam riscos potenciais de alergias», pormenorizou a WECF, num comunicado citado pelas agências internacionais.

 

A organização não-governamental também detetou quatro substâncias ou da família de substâncias classificadas como “risco moderado” em 181 produtos.

 

A WECF, que conta com uma rede internacional de 150 organizações ambientais e feministas em 50 países, exigiu «a proibição das três substâncias de alto risco em todos os cosméticos destinados a crianças com menos de três anos».